noticias

Ameaças do Estado Islâmico para o Natal devem ser levadas a sério, diz especialista

Segundo o especialista em segurança Jeffrey Treistman, as equipes de investigação devem permanecer em alerta após as recentes ameaças.

Um especialista em segurança advertiu que os anúncios recentes do grupo terrorista Estado islâmico sobre a violência e o derramamento de sangue durante as festas de fim de ano, como o Natal, precisam ser levadas a sério, considerando que os ataques realizados por ‘lobos solitários’ continuam a chocar em todo o mundo.

“A recente onda de ameaças de ataques durante as próximas festas de fim de ano é significativa e deve ser levada a sério”, disse Jeffrey Treistman, professor assistente de segurança nacional da Universidade de New Haven, de acordo com o jornal The Hill. “É essencial que os especialistas em segurança permaneçam vigilantes durante os dias que se aproximam do Natal e examinem minuciosamente sua lista de indivíduos radicalizados que são mais propensos a atender ao apelo violento do Estado islâmico”.

Treistman, que anteriormente trabalhou para o Departamento de Estado dos EUA como assessor de políticas em Bagdá, no Iraque, e foi consultor do Comando Africano do Departamento de Defesa, apontou o ataque em um mercado de Natal, em Berlim no ano passado, quando 12 pessoas morreram, atropeladas por um motorista de caminhão, ligado ao Estado Islâmico.

“Erros semelhantes não devem ser repetidos este ano”, exortou.

Embora tenha perdido muito do seu território em todo o Iraque e na Síria após uma série de grandes derrotas militares este ano, o grupo terrorista continua a reivindicar a responsabilidade por ataques de lobos solitários em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos e na Europa.

No início de novembro, os jihadistas publicaram um cartaz advertindo sobre o “Natal Sangranto” deste ano, aparentemente visando – entre outros pontos estratégicos – a Basílica de São Pedro no Vaticano.

Como o jornal ‘Epoch Times’ informou, O Estado Islâmico também fez ameaças específicas de ataques no Reino Unido, Alemanha e França.

Os cartazes distribuídos pelo grupo apresentam imagens de jihadistas segurando facas ensanguentadas e olhando para locais estratégicos, como a Torre Eiffel em Paris, acima de uma legenda que diz “logo em suas férias”.

Outra imagem parece mostrar o Papai Noel de joelhos com as mãos amarradas, à frente de um terrorista vestido de preto, seguindo padrão de muitos vídeos de decapitações que o Estado Islâmico publica nas redes sociais.

O Departamento de Estado dos EUA emitiu um aviso de para os norte-americanos que pretendem visitar a Europa nesta temporada de férias, lembrando que Berlim e outras grandes cidades buscam reforçar sua segurança em torno de eventos públicos.

“Essas festas são um momento especialmente atraente para os terroristas atacarem. Primeiro, a multidão de mercados lotados e reuniões religiosas aumenta a probabilidade de que um ataque produza uma alta taxa de acidentes. As festividades de Natal muitas vezes atraem grandes multidões que constituem um ‘alvo civil”, alertou Treistman.

“Os terroristas islâmicos também procuram atacar durante o período do Natal porque reconhecem o impacto emocional e simbólico que um ataque terrorista teria sobre a população”, acrescentou.

O especialista em segurança observou que o Estado Islâmico desfruta da atenção da mídia, anunciando estes ataques terroristas para o período do Natal e está especialmente buscando fortalecer sua imagem após um ano de grandes perdas.

Treistman explicou que o fato do grupo terrorista depender da participação dos “lobos solitários” para que estes ataques se realizem pode ser visto como um “sinal de enfraquecimento”, pois indica que os terroristas são incapazes de realizar ataques em grande escala por conta própria.

“Isso não é para sugerir, no entanto, que o Estado Islâmico não constitui uma ameaça viável. Na verdade, as agências policiais e de combate ao terrorismo precisam estar alerta para um ataque potencial nesta temporada de férias”, advertiu.

“Os ataques de lobos solitários podem ser notoriamente difíceis de ser investigados com antecipação pelas agências de inteligência, uma vez que alguns indivíduos radicalizados raramente têm contato direto com a estrutura de comando de um grupo terrorista”, finalizou.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST

Mais

Post Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close