Disputa por filha causou morte de executivo da Yoki, diz defesa

Disputa por filha causou morte de executivo da Yoki, diz defesa

Elize Matsunaga, 38, disse ter matado e esquartejado o marido, o executivo Marcos Kitano Matsunaga, 42, porque foi ameaçada por ele de perder a guarda em uma possível separação do casal, segundo a defesa.

De acordo com o advogado de Elize, Luciano Santoro, o casal passava por uma crise conjugal e a mulher já havia pedido a separação três vezes. O executivo, entretanto, dizia que se eles se separassem, ficaria com a filha deles.

Sete pessoas foram ouvidas na investigação. Dentre elas está o detetive particular contratado por Elize para seguir o marido e que comprovou que ele a traía.

CONFISSÃO

Elize está presa desde o dia 4 e na quarta (6), em um depoimento de aproximadamente oito horas à Justiça, confessou o crime.

O executivo era um dos herdeiros da Yoki Alimentos, vendida recentemente a um grupo norte-americano por R$ 1,75 bilhão.

Ela disse ter matado Matsunaga com um tiro na cabeça após uma discussão, seguida de agressão, provocada por ciúmes.

O crime ocorreu de 19 para 20 de maio no apartamento do casal.

Elize disse aos policiais que, após balear o marido com a arma que ganhou dele, arrastou o corpo para o banheiro de um dos quartos da casa, esperou algumas horas e começou a cortá-lo com uma faca.

Após atirar no marido, Elize –que é bacharel em direito e tem formação técnica em enfermagem– disse que esperou cerca de dez horas o corpo esfriar para evitar um sangramento maior da vítima.

Depois, colocou o corpo em sacos plásticos e os jogou em um terreno baldio em Cotia, na Grande São Paulo.

Ela afirmou também que se desfez do corpo no mesmo dia –disse que costumava passar pela região a caminho de um sítio em Ibiúna

Na presença de seu advogado, Luciano Santoro, Elize contou que demorou cerca de quatro horas para esquartejar o marido. Depois, limpou o banheiro para evitar rastros.

A filha do casal, de um ano, estava no apartamento na hora do crime. Elize e Matsunaga se casaram há dois anos.

Na quarta (6), a prisão temporária de Elize foi prorrogada por mais 15 dias pela Justiça.

Fonte: Folha


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