terça-feira - 17 julho 2018

“Se nada for feito, cristãos serão apenas história na Nigéria”, diz pastor após massacre

“Se nada for feito, cristãos serão apenas história na Nigéria”, diz pastor após massacre

Quase 11 aldeias foram atacadas simultaneamente no Estado de Plateau, na Nigéria, no último fim de semana, levando à morte de mais de 200 cristãos (número atualizado) e os pastores locais a pedirem reconhecimento e assistência.

O Rev. Gideon Para-Mallam criticou o derramamento de sangue que aconteceu no Estado de Plateau, na Nigéria, em um vídeo recente.

Os relatórios oficiais indicam que o número de mortos é de 86, mas os moradores dizem que as autoridades mentiram para esconder as mortes em massa.

“O estado de Plateau tornou-se não simplesmente um campo de extermínio ao longo dos anos, mas agora uma terra onde correm rios de sangue”, diz Para-Mallam em um vídeo.

Para-Mallam é o secretário regional da Irmandade Internacional de Estudantes Evangélicos em Jos, na Nigéria. Ele também fundou o grupo ‘Citizens Monitoring Group’, que trabalha com muçulmanos e cristãos na Nigéria.

“O que aconteceu no estado de Plateau no último final de semana e Ali Plateau em parte desta semana, é muito triste, é decepcionante. O ciclo de violência e derramamento de sangue visitou novamente o povo pacífico de Plateau”, disse o pastor.

“A história está se repetindo. Em 2010 ocorreu o massacre de Dogo Nahawua. Mais de 500 pessoas foram assassinadas em um só dia. E isto se tornou um padrão que continua desde 2010 até agora. A todo momento, alguém é assassinado nas vilas. Não uma vila, mas duas, três vilas. De fato, na última semana, 11 vilas foram atacadas quase que simultaneamente durante um longo período de dias”, acrescentou.

Para-Mallam destacou que há um razão específica para esses ataques e a motivação destes terroristas é de fato a intolerância religiosa.

“Por que isto está acontecendo? Nós temos que entender estes assassinatos. Este é um outro Boko Haram disfarçado. Os terroristas Fulani são o Boko Haram disfarçado. O mesmo povo Fulani que vivia pacificamente com os fazendeiros repentinamente deixaram suas varas e cajados que usavam para tocar seu gado para passar pelas fazendas, matando fazendeiros, destruindo vilas, espancando e matando fazendeiros cristãos, matando mulheres, matando crianças, incendiando casas, expulsando-os de suas próprias casas”, afirmou.

“Uma agenda muito clara está emergindo. Isto está acontecendo, porque o estado de Plateau é o epicentro do cristianismo e muito significante na Nigéria”, acrescentou.

O pastor clamou por ajuda e alertou para uma possível extinção dos cristãos da Nigéria, se nada for feito para impedir esta matança.

“A menos que alguma coisa seja feita para parar isso, o cristianismo na Nigéria se tornará apenas história”, lamentou.

Com informações do Guiame

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