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STF julga mensalão; 18ª dia, Barbosa condena e Lewandowski sinaliza que vai acompanhar voto do relator

No 18º dia de julgamento do mensalão, o relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, retomou a análise do item 5 da denúncia (gestão fraudulenta) e votou pela condenação da cúpula do Banco Rural envolvida no esquema do mensalão – a então presidente da instituição Kátia Rabello; José Roberto Salgado, ex-vice-presidente; Ayanna Tenório, ex-vice-presidente; e Vinícius Samarane, ex-diretor. O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, votou pela condenação de Katia Rabello, ex-presidente do Banco Rural, e do ex-vice-presidente José Roberto Salgado.  Na sua interpretação, Lewandowski acompanhou o ministro relator na análise de que a instituição cometeu fraudes nas operações de crédito para as empresas de Marcos Valério e para o PT.

Para o ministro relator, os ex-altos executivos do Banco Rural  são culpados pela concessão de empréstimos simulados  à direção do PT e às agências do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. A leitura do voto havia começado na semana passada. Para a acusação, o dinheiro dos empréstimos foi usado para comprar apoio dos deputados. A defesa alega que era caixa 2 de campanha.

“Conclui-se que os réus, em divisão de tarefas típica de uma quadrilha organizada, atuaram intensamente na simulação de empréstimos e utilizaram mecanismos fraudulentos para encobrir o caráter simulado desses empréstimos”, apontou o ministro. No início da leitura de seu voto, o relator havia sinalizado que os empréstimos foram “fictícios” e desrespeitaram as normas estabelecidas pelo Banco Central.

Já Lewandowski destacou que as fraudes feitas nos empréstimos com as classificações dos tomadores com notas acima das reais fez com que os balanços patrimoniais do banco fossem feito com informações falsas. “Os administradores do Banco Rural procuraram fazer crer que sua situação econômica e financeira era melhor do que a situação por ele vivenciada”.  O revisor observou ainda que Marcos Valério tinha uma relação próxima com o banco. Afirmou que ele intermediou reuniões de diretores da instituição financeira com agentes públicos. Disse que o empresário agia como “agente de negócios e relações públicas do Banco Rural”. O ministro continua a leitura de seu voto na próxima sessão.

FontE: Estadão

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