sexta-feira - 19 julho 2019

“Quem é marcado com o Sangue não consegue fugir”, diz mulher após 10 anos nas drogas

“Quem é marcado com o Sangue não consegue fugir”, diz mulher após 10 anos nas drogas

Por quase dez anos, Juliana Carrasqueira sofreu com a dependência de drogas, carência emocional e chegou até mesmo a pensar em cometer suicídio. No entanto, ela teve um encontro real com Deus após visitar uma igreja, e daquele dia em diante sua vida nunca mais foi a mesma.

A primeira experiência de Juliana com Deus foi aos 10 anos, quando ela frequentava a igreja com sua mãe. “Uma vez eu fui para um acampamento de jovens e lá fui muito tocada pelo Espírito Santo. Eu passei umas duas horas chorando muito e não entendia o que estava acontecendo comigo. Mas eu sabia que era algo muito forte”, disse ela em seu canal no YouTube.

Depois dessa experiência, Juliana foi frequentando cada vez menos a igreja e passou a ser atraída pela vida nova que estava surgindo. “Com 15 anos, eu fui morar na Austrália. Pedia muito para morar no exterior. Passei seis meses lá e durante a minha estadia fiz amizade com meninas mais velhas que eu. Acabei fazendo uso de drogas e bebidas. Experimentei pela primeira vez a maconha e fui em uma boate pela primeira vez. Aquele universo todo foi aberto diante dos meus olhos e quando eu cheguei, fui muito atraída por tudo isso. Eu lembro que comecei logo a fumar periodicamente maconha, cada vez mais fumava”, conta.

Além do uso de substâncias ilícitas, Juliana passou a tomar medicamentos controlados como Rivotril e remédios para emagrecer. “Sempre eu estava sobre efeito de alguma substância e aquilo foi só se acentuando na minha vida. Depois eu comecei a usar droga sintética, comecei a frequentar rave e fiz uso de LSD. Fazia usos abusivos de LSD, tomava muito. Comecei a frequentar muitas festas, a minha faculdade eu já não fazia mais. Sempre levava uma vida desregrada e acabei como por uma brincadeira entrando para o tráfico”, revela. “Eu nem imaginava as consequências daquilo que eu estava fazendo. Passava pela minhas mãos uma quantidade enorme de drogas”.

Juliana passou cerca de dez anos de sua vida usando drogas como maconha, haxixe, skank, cocaína e crack praticamente todos os dias. “Usei todos os tipos de drogas que você pode pensar. Eu tinha um vazio no meu coração que eu queria preencher e era nas drogas que eu encontrava a alegria que eu precisava”.

Com o passar do tempo, a jovem entrou em depressão e tentou suicídio através do consumo exagerado de remédios. “Era terrível, minha mãe ficou arrasada, mas realmente é uma situação que fugiu do controle. Estava procurando por felicidade, à procura de amor. Eu lembro que eu tinha muita carência emocional, muita necessidade de aprovação, muita necessidade de ser conhecida. Sentia falta de um pai, pois o meu faleceu quando eu era muito nova. Essa falta de paternidade gerou esse descontrole emocional e acarretou tudo isso”, confessa.

“Eu comecei a me preocupar muito com isso porque eu estava muito antissocial, estranha e eu estava enlouquecendo. Eu sabia que precisava de ajuda. Foi nessa época quando meu irmão me levou para conhecer a Igreja Bola de Neve e eu falei: ‘Eu vou, estou precisando’. Chamei mais duas amigas e elas foram comigo e nesse momento, em que eu entrei, chorei muito. Mas mesmo assim saia de lá e a fumar, bebia”, lembra a jovem.

Em uma quinta-feira, dia de culto, Juliana saiu para fumar com um amigo, mas sentiu um grande receio. “Não tinha tanta vontade e existia no meu coração o sentimento de que algo ia acontecer naquele dia. Uma expectativa muito grande no meu espírito. Era o Espírito do Senhor que já estava ministrando em mim. Eu fui para igreja com expectativa enorme sobre o que Deus ia fazer”, disse ela.

“Quando eu coloquei o pé na igreja e senti o Espírito Santo se movendo meu coração, dentro de mim, eu chorei muito. Esse dia marcou a minha história. Nesse dia, parece que só tinha eu na igreja, a pregação foi toda para mim. Quando o pastor chamou para oração eu fui lá para frente, me joguei e Deus começou a falar várias coisas comigo. Começou a dizer que eu estava na frente do exército Dele e falou dentro do meu coração que eu não usaria mais drogas, que eu iria para casa e iria jogar tudo fora, por que eu estaria liberta a partir daquele dia. Aquilo mexeu muito comigo, parece que tinha saído um peso das minhas costas”, relata.

FONTE: GUIAME

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