sexta-feira - 14 dezembro 2018

“Sempre vamos agradecer ao Brasil”, diz embaixador sobre a criação do Estado de Israel

Yossi Shelley agradeceu a Osvaldo Aranha pela grande contribuição na criação do Estado de Israel, em 1948.

 

Yossi Shelley, o embaixador de Israel no Brasil, que está no país há pouco mais de um ano, disse em entrevista ao programa  de TV Mente Aberta que os países árabes não têm interesse em acordo de paz com a nação israelense. A declaração foi explicada pontuando momentos históricos onde houve oportunidades, mas sem boas reações.

O embaixador citou a origem do povo de Israel. “Abraão foi o seguidor da fé e ele acreditava em Deus. Nós estamos sempre na luta. Israel é um país guerreiro, assim como o Brasil. Em Israel precisamos sempre solucionar os problemas. Tem problema de segurança? Temos solução. Tem problema de água? Temos solução”, disse ele.

Yossi ainda salientou que dentre todos os países do mundo, Israel é um dos poucos que possuem satélite. “Quem tem satélites? Apenas oito países tem a possibilidade de lançar e construir satélites. É uma das maiores tecnologias e Israel tem”, declarou.

Acordo de Paz

Segundo o embaixador, os países árabes não querem paz com Israel. “Os países árabes não querem fazer paz com Israel. Eles têm raiva de Israel. Tivemos duas oportunidades para fazer acordos de paz. No Líbano eles disseram: ‘Nós queremos fazer a paz, deixem tudo’. O que aconteceu? Enviaram foguetes em nós”, lembrou Yossi.

“Segundo, em 2005 estivemos ocupando a faixa de gaza. E mais uma vez, foguetes. O que acontece é que eles não querem fazer paz. Porque quando eles querem fazer paz… Com o Egito eles têm um acordo de paz. Quando você quer dançar tango você precisa de dois parceiros ou então não tem dança”, explicou.

Estado em parceria com o empresariado

Yossi ainda salientou sobre como Estado lida com as políticas públicas e afirma que coopera junto com empresas privadas. “Em Israel as coisas são feitas com empresas privadas. O Governo não sabe fazer negócios. Eles não têm essa capacidade. O Governo sabe dirigir  de forma grande”, disse.

“Mas quando você chega no micro, o governo falha. Então, este é o problema. Todo o setor privado, quando ele faz negócio acaba sugando da economia. O Governo vai cuidar de outras coisas. Quem também constrói rodovias é o setor privado”, salientou.

Embaixada em Jerusalém

Yossi explicou que a capital de Israel ser Jerusalém já estava está escrito na Bíblia há três mil anos. “Sempre teve Jerusalém. Todas as coisas que estão como símbolo da nação estão em Jerusalém. Cada país tem a sua autonomia de decidir onde vai ser sua capital. Se vai ser um acordo, pode trocar. Soberania nacional”, coloca.

Judeus

“Os judeus foram perseguidos. Depois de Portugal e Espanha, na inquisição. Inclusive tem o museu da Inquisição em Belo Horizonte. Mas quando as pessoas fugiram de Portugal, foram com com Carlos Cabral. Os judeus não chegaram aqui como imigrantes, eles fundaram o Brasil como os brasileiros”, disse.

Em 1948, a recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU) realizou o Comitê Especial para Palestina (UNSCOP) com a missão de tratar da decisão pela partilha territorial. O encarregado de gerir essa questão foi o brasileiro Oswaldo Aranha que advogou em favor da criação do Estado de Israel.

“Depois de todas as atrocidades, depois do holocausto, depois das cinzas, nós chegamos em Israel. Agradecemos a Osvaldo Aranha que fez essa decisão definitiva para criar o Estado de Israel. Por isso sempre vamos agradecer ao Brasil. Está escrito na Bíblia que se você me ajuda eu ajudo você”, declarou.

 

Fonte: Guiame

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